Uma empresa gráfica procurava a solução para um problema: no verão o papel absorvia umidade e dilatava prejudicando a fixação da tinta e a qualidade do trabalho, que ficava borrado.
Carrier teorizou que poderia retirar a umidade do interior da gráfica pelo resfriamento do ar. Segundo aquele princípio, projetou e construindo o primeiro aparelho de ar condicionado, que iria iniciar a sua operação a 17 de julho de 1902. Projetado para melhorar o controle do processo de produção na gráfica, a invenção de Carrier controlava, não apenas a temperatura, mas também a umidade.
Carrier usou o seu conhecimento em aquecimento de objetos com vapor e reverteu o processo. Em vez de passar o ar através de serpentinas quentes, passou-o através de serpentinas frias, por onde circulava água gelada. O ar, soprado através das serpentinas frias, era arrefecido e podia-se assim controlar a quantidade de umidade nele contida. Por sua vez, a umidade na sala poderia ser também controlada. Os baixos níveis de calor e umidade destinavam-se a manter constantes as dimensões do papel e do alinhamento da tinta.
Mais tarde, a tecnologia de Carrier foi aplicada para aumentar a produtividade nos postos de trabalho e a crescente procura daquela tecnologia levou à criação da empresa Carrier Air Conditioning Company of America, ainda hoje existente como o maior fabricante de equipamentos de condicionamento de ar do Mundo. Com o passar do tempo, o ar condicionado veio a ser usado também para o conforto interior em residências e em automóveis. A partir da década de 1950, a utilização de ar condicionados domésticos expandiu-se de forma fabulosa.

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